segunda-feira, 13 de abril de 2020

ATIVIDADE 4: SEMANA DE 13 A 17/04 - Totalidade 9 - Independência e Brasil Imperial




  1. Assista o vídeo. (clique o link acima).
  2. Leia o material “Brasil Imperial e o processo de Independência”, destacando pontos importantes (sobre a política, economia, sociedade) no caderno.
  3. Quem quiser ou tiver acesso ao mesmo conteúdo por outro material que não seja o do blog (Ex. livro didático, vídeos do Youtube), pode realizar a mesma atividade. Não esquecer de identificar a fonte de consulta: nome da obra, título, editora.

Independência das colônias da América espanhola e do Haiti
COTRIM, Gilberto. História Global. Brasil e Geral. Volume Único. São Paulo: Saraiva, 2005

Crise colonial
Colonização de exploração: exploração dos produtos e terra colonial para benefício da metrópole.
Confronto com a metrópole: colonos exigiam investimentos na colônia assim como direitos.
Exploração das riquezas → forças socioeconômicas da colônia = luta contra a exploração/crise do colonialismo mercantilista.

Capitalismo x Sistema colonial
Práticas do colonialismo mercantilista (dominação política da metrópole, monopólio comercial, trabalho compulsório) não eram condizentes com as práticas econômicas do capitalismo industrial (mercado livre e trabalho assalariado). Ou seja, havia necessidade de uma mudança na forma de governar e de organização econômica, principalmente no que dizia respeito a mão de obra utilizada.

Rompimento
Séc. XIX: Domínio colonial da monarquia espanhola no continente americano: vice -reinos da Nova Espanha(1535), Peru ( 1542), Nova Granada (1718) e Prata (1776). Capitanias: Cuba, Guatemala, Venezuela e Chile.

Durante as três primeiras décadas do séc. XIX uma série de movimentos de independência ocorreram motivadas pela difusão das ideias liberais do Iluminismo, ambição das elites coloniais (formada basicamente pelos criollos; que tinham restrições políticas e econômicas, latifundiários, comerciantes urbanos...) e a debilidade do governo espanhol para controlar as colônias.

Junto às elites coloniais as camadas populares aliaram-se contra a metrópole em busca de conquistas sociais.
Com a invasão francesa à Espanha em 1808 houve o enfraquecimento do controle administrativo nas colônias e o movimento pró independência toma força.

Lutas pela Independência

México: 1821 Líder: Agostinho Iturbide.
América Central: formação das Províncias Unidas Centro- Americanas, posteriormente os países: Guatemala, Honduras, Costa Rica, El Salvador.
América do Sul: Líderes: José San Martín (Argentina, Chile e Peru), Simon Bolivar ( Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru) e Tupac Amaru (Peru).

Haiti
Colônia francesa, produtora de rum e cana de açúcar, teve sua independência liderada por escravos,  em 1791, sob comando de Toussaint Louverture e Dessalines.

Os senhores de terra e tropas francesas lutaram por anos. Em 1802 Louverture foi preso e morto. Em 1825 foi reconhecida sua independência e abolida a escravidão. Apesar da destruição da economia e da produção, a liberdade social venceu.

O Interesse de Ingleses e Americanos

Durante as lutas pela independência das colônias americanas não houve colaboração por parte dos países europeus, principalmente os que formavam a Santa Aliança. Apenas a Inglaterra, interessada em expandir seu mercado foi favorável.


No início do séc. XIX, os governos EUA demonstravam que queriam controlar política e economicamente a América. Em 1823, o presidente James Monroe, ofereceu apoio para manter os países europeus distantes. "América para os americanos", famoso lema da Doutrina Monroe.


Independência do Brasil:

COTRIM, Gilberto. História Global:Brasil Geral. São Paulo: Saraiva, 2005.




O surgimento do capitalismo industrial foi o motivo externo para crise colonial no Brasil. Internamente, crises sociais, políticas e econômicas com a metrópole portuguesa culminaram com a independência do Brasil. Portugal não podia mais explorar a colônia sem desenvolvê-la.
A população colonial fixava-se em sua grande parte na região litorânea, com alguns núcleos urbanos em Minas Gerais (exploração de ouro e diamantes). Dentre essa população destacavam-se três grupos básicos:
Colonizadores ou reinóis: nascidos em Portugal: comerciantes traficantes de escravos, governadores de capitanias, juízes, militares, bispos…;
Colonizados: + 80% da população (indígenas, escravos, indígenas, brancos livres e pobres) que trabalhavam na lavoura, minas, oficinas e comércio;
Colonos: senhores de engenho, fazendeiros. Faziam parte dos dominantes da colônia mas sentiam-se prejudicados pelas normas da metrópole.
Durante o período colonial uma série de revoltas com o objetivo de modificar aspectos da política colonial, sem a intenção de separar o Brasil e Portugal ocorreram:🔎(qdo a lupa aparece significa que vcs podem pesquisar a respeito)

Entre o final do séc. XVIII e início do XIX ocorrem as primeiras revoltas com objetivo de rompimento:
  • Conjuração Mineira
  • Conjuração Baiana
  • Revolução Pernambucana

No início do séc. XIX, o bloqueio continental decretado por Napoleão Bonaparte foi determinante para profundas mudanças no Brasil.
Em 22 de janeiro de 1808, D.João e a Corte portuguesa fogem para o Brasil fugindo de Napoleão para não romper suas relações com a Inglaterra. 

Chegando aqui decretou a abertura dos portos ao comércio internacional. Os comerciantes ganham liberdade no comércio e a Inglaterra benefícios, como o Tratado de comércio e navegação de 1810, que estabelecia uma taxa alfandegária mais baixa para os ingleses.
Com a transferência da corte portuguesa no Rio de Janeiro toda a estrutura administrativa foi montada: nomeação de ministros, órgãos públicos, Tribunal de Justiça e criou-se o Banco do Brasil. Uma série de medidas políticas, culturais e econômicas contribuíram para o processo de emancipação.
Liberdade fabril, 1808
Promoção da vida cultural e das artes: Academia Militar e da Marinha, Hospital Militar, 1as instituições de ensino superior, Jardim Botânico, Biblioteca Real, Academia de Belas Artes, Imprensa Régia, Missão Francesa (1816)

Elevação do Brasil a Reino Unido 1815
Em agosto de 1820 um movimento liderado por comerciantes portugueses, conhecido por Revolução Liberal, obriga D. João a voltar para Portugal em 26/4/1821, deixando seu filho Pedro como Príncipe regente do Brasil. 
Certo de que posteriormente os ânimos separatistas fossem acalmados, D. João não contava na pressão das Cortes de Lisboa em recolonizar o Brasil e restringir a autonomia do governo brasileiro. Depois, passam a exigir o retorno de D. Pedro.
As elites brasileiras reagem às intenções das Cortes de Lisboa percebendo os prejuízos na liberdade econômica e autonomia administrativa e organizam-se com apoio para D. Pedro resistir. É o surgimento do Partido Brasileiro, com nomes como José Bonifácio, Cipriano Barata e Gonçalves Ledo.
No dia 9/01/1822 D. Pedro recebe um documento elaborado pelo Partido com mais de 8 mil assinaturas e declara: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto: diga ao povo que fico".
D. Pedro permanece no Brasil e decreta, meses depois, que as ordens da corte devem passar pela sua aprovação.
Com as forças que o apoiavam, D. Pedro rompe com Portugal. Dia 22 de Setembro de 1822, em São Paulo, é oficializada a independência do Brasil. D. Pedro é aclamado imperador ao chegar no Rio de Janeiro e coroado com o título de D. Pedro I em 1/12/1822.


Primeiro Reinado:
(1822 - 1831)

O primeiro ano de governo mostrou-se um "arranjo político" entre as elites. O poder da metrópole agora estava nas mãos dos grupos dominantes.
A notícia levou meses para chegar nas províncias mais distantes e foi recebida sem resistência. Em algumas regiões do norte e nordeste, militares e comerciantes portugueses decidiram lutar pela manutenção do laço com Portugal. Sem um exército foi necessária a contratação de serviços militares de mercenários e apoio de grandes proprietários rurais do centro-sul. Após um ano de confronto o país estava sob comando do imperador.
O reconhecimento da independência do Brasil foi contestada inicialmente pelos países latino-americanos pela escolha de ser uma monarquia com um imperador nascido em Portugal.
EUA foi o primeiro a reconhecer a independência motivados pelo interesse de aumentar sua influência na América.
Portugal, após uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas, mediada e "emprestada" pela Inglaterra, reconhece a independência de sua ex-colônia.
Os demais países europeus também reconhecem a independência, não sem antes obter benefícios: fim do tráfico negreiro ( Inglaterra), igualdade de tratamento para as importações (França, Áustria, Bélgica e Dinamarca).
Assim, durante o primeiro reinado o país se enche de produtos importados e sua balança comercial força o contrato de empréstimos em bancos estrangeiros.
Primeira Constituição
Em 1822 foi convocada uma assembleia constituinte para a elaboração da primeira constituição. A maioria dos membros defendia os interesses dos grandes proprietários rurais.
Projeto de 1823 - Constituição da Mandioca: oposição forte aos portugueses, redução dos poderes do imperador e ampliação do poder legislativo.
D. Pedro I reagiu de forma agressiva, dissolvendo a assembleia, prendendo e expulsando deputados.

Partido Português X Partido Brasileiro
Em março de 1824 dez brasileiros natos foram eleitos pelo imperador para elaborar uma constituição em 40 dias. 
A Constituição de 24 determinou um novo sistema eleitoral, a submissão da Igreja Católica (declarada religião oficial do Brasil) ao controle do imperador e a existência de 4 poderes:🔎Judiciário - Legislativo - Executivo Moderador
Diversas revoltas eclodiram pelo país pela postura autoritária de D. Pedro; como a Confederação do Equador, no nordeste, liderada pelo Frei Caneca. Principais reivindicações: fim do tráfico negreiro e igualdade social.
O fim do primeiro reinado foi motivado pelo autoritarismo do imperador, crise interna e também pelo descontentamento com as mortes e despesas ocasionadas pela Guerra da Cisplatina.🔎
Acordos internacionais entre Portugal e Espanha diziam que a Colônia do Sacramento era da Espanhola porém, em 1816 a região teria sido incorporada ao Brasil por D. João VI, que invadiu a região.
Outros motivos para crise foram: a morte de D. João, tornando D. Pedro I o herdeiro do trono Português. A União das duas coroas não era bem vista pela elite brasileira. 
Crise econômica com déficit da balança comercial, aumentando o custo de vida da população.
Após a Noite das garrafadas a situação fica insustentável e D. Pedro abdica deixando o trono para seu filho Pedro Alcantara, de 5 anos. Inicia-se no Brasil o período regencial.


PERÍODO REGENCIAL NO BRASIL 
 (1831 - 1840)

https://brasilescola.uol.com.br/historiab/periodo-regencial.htm

Pedro de Alcântara, herdeiro da coroa após a abdicação de D. Pedro I, na época com cinco anos, não poderia ser coroado imperador até a maioridade, alcançada aos 18 anos.
A saída legal que constava na Constituição de 1824 era um período de transição em que o país seria governado por regentes. 
Apesar de ter durado apenas 9 anos o Brasil possui quatro regências diferentes:🔎
Regência Trina Provisória (1831)
Regência Trina Permanente (1831-1834)
Regência Una de Feijó (1835-1837)
Regência Una de Araújo Lima (1837-1840)

As principais medidas tomadas pela regência provisória, foram:
restituir ministros que haviam sido demitidos por D. Pedro I, 
convocar uma nova Assembleia Legislativa para composição de novas leis,
 anistiamento de criminosos políticos e,
afastar do Exército estrangeiros“desordeiros”.

A Regência Trina Provisória teve vida curta, devido a política brasileira tumultuada e uma série de distúrbios pelo país. Assim, em junho de 1831, foi eleita a Regência Trina Permanente, que era composta por José da Costa Carvalho, João Bráulio Muniz e Francisco de Lima e Silva.
Durante a Regência Trina Permanente, houve três acontecimentos de destaque. 
criação da Guarda Nacional, força pública composta por homens eleitores entre 21 a 60 anos de idade, para controlar manifestações e impedir revoltas.
reforma no Poder Moderador; retirando atribuições desse poder e dando maiores possibilidades de os deputados e senadores vistoriarem as ações do Executivo. 
embate político entre José Bonifácio e o padre Feijó, que resultou na saída de José Bonifácio da vida política brasileira.

A Regência Trina Permanente não teve força para colocar sob controle os rumos da política nacional.  
Conflitos entre Moderados, Exaltados e Restauradores permaneciam, e revoltas ocorrem pelo país. Uma delas foi a Cabanada,  que estourou em 1832, na província de Pernambuco.
A continuidade das tensões no Brasil deixava claro que havia um choque entre governo e províncias, principalmente, a questão da centralização do poder no governo contra o desejo das províncias brasileiras de alcançarem maior autonomia (federalismo). Para atender as demandas das províncias e controlar a situação política foi aprovado o Ato Adicional de 1834, uma lei que fazia alterações na Constituição de 1824. Com o Ato Adicional, as mudanças mais sensíveis foram:
  • fim do poder moderador durante o Período Regencial;
  • fim do Conselho de Estado;
  • criação de Assembleias Legislativas provinciais;
  • aumento dos poderes dos presidentes de província, mas a nomeação era função do imperador;
  • substituição da regência trina por uma regência una.

Com as mudanças instituídas pelo Ato Adicional, esboçava-se no Brasil um modelo que concedia às províncias um grau considerável de autonomia. Além disso, a eleição de um regente para governar todo o país aproximava o Brasil de um cenário republicano. Por isso, muitos historiadores afirmam que o Período Regencial foi uma experiência republicana no meio de dois reinados.
Com a determinação de que o país seria governado por um regente apenas, eleições foram organizadas. Realizada em 1835, o padre Feijó obteve 2826 votos e, assim, derrotou Holanda Cavalcanti, que obteve 2251. A regência de Feijó ficou marcada pela Cabanagem, no Pará, e pela Revolta dos Farrapos, no Rio Grande do Sul.
Feijó tinha humor explosivo e deparou-se com forte oposição em todas as frentes da política brasileira. Essa oposição fez padre Feijó solicitar afastamento da função. Com sua saída, nova eleição foi realizada, e Pedro de Araújo Lima derrotou Holanda Cavalcanti e foi eleito regente do Brasil.
Na regência de Araújo Lima, houve o crescimento dos políticos conservadores (mescla dos Liberais Moderados com os Restauradores) e tentativas do regente de tentar retirar algumas das liberdades que as províncias haviam conquistado com o Ato Adicional de 1834.

Política no Período Regencial

Marcado pela intensa movimentação política que acontecia no país, o debate político girava em torno de três grupos políticos, que gradativamente se transformaram nos dois partidos políticos do Segundo Reinado.
Ao longo do Período Regencial, os grupos existentes foram convertendo-se nos dois partidos que centralizaram a política durante o Segundo Reinado. O Partido Liberal surgiu da mescla dos liberais moderados com os exaltados, e o Partido Conservador surgiu da mescla dos liberais moderados com os restauradores.
Revoltas: grande marca do Período Regencial as revoltas provinciais pelas insatisfações políticas com os rumos do país, disputas políticas locais, insatisfação popular com a pobreza e a desigualdade etc. tomaram o país. 

As principais revoltas foram:

Cabanagem: Grão-Pará; 1835 e 1840 pela insatisfação popular com a pobreza e a desigualdade e disputas políticas locais.
Balaiada: Maranhão; 1838 e 1841 por disputas políticas locais.
Sabinada: 1837-1840; rebelião de caráter separatista que desejava implantar uma república na Bahia. 
Revolta dos Malês: Salvador, 1835. Rebelião de escravos.
Revolta dos Farrapos: 1835 a 1845 - motivada por insatisfação da elite local com o governo por questões políticas e econômicas.
O fim do Período Regencial foi resultado da disputa política entre liberais e conservadores. Os liberais insatisfeitos com a regência de Araújo Lima; um conservador, reagiram defendendo a antecipação da maioridade do príncipe Pedro de Alcântara. Os liberais conseguiram conquistar o apoio da maioria dos deputados e senadores e realizar o Golpe da Maioridade em 1840.
Com esse golpe, Pedro de Alcântara teve a sua maioridade antecipada e tornou-se imperador do Brasil com 14 anos de idade. Esse ato iniciou o Segundo Reinado e deixou os liberais satisfeitos porque foi retirado o poder das mãos dos conservadores. Os liberais também esperavam que a coroação do imperador colocasse fim à série de revoltas provinciais que aconteciam no país.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Atividade 3: Para os 1° e 3° Anos - Semana de 6 a 10 de abril

E-mail para envio da atividade proposta: brunasbrasil@hotmail.com

Usem a criatividade para expressar o sentimento/pensamento de vocês a respeito do questionamento: 

Como será o mundo após o COVID19?

Dicas: Assista o vídeo/ Reflita/ Pondere /Expresse

Vale texto, desenho, poema, música, vídeo! Momentos de crise são extremamente oportunos para nosso crescimento. Aproveite!


Lembre de colocar um OK nos comentários para que eu saiba que estão cientes.



Foi criado um grupo no Facebook onde os professores estão disponibilizando suas atividades.

Clique Aqui!
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segunda-feira, 30 de março de 2020

Olá Pessoal!!!


TOTALIDADE 7 - 1ºS ANOS - ATIVIDADE 2 - OS PRIMEIROS HOMINÍDEOS

A PRÉ-HISTÓRIA

Os primórdios da humanidade


Apesar da dificuldade em confirmar, cientistas admitem que o Planeta deve ter se formado há cerca de 5 bilhões de anos e a vida, na sua forma mais primitiva, teria surgido um bilhão de anos depois. Há uns 500 milhões de anos teria ocorrido a "explosão" da vida nos mares, seguindo com o aparecimento dos primeiros vertebrados deslocando-se das águas para a terra firme, há 250 milhões de anos atrás.
Nesse período teriam surgido os repteis e primeiros mamíferos.
Não há muitas fontes a respeito de formas intermediárias que teriam levado ao surgimento dos dinossauros e dos mamíferos modernos; incluindo os primatas.
No decorrer de sua evolução, esses primatas teriam evoluído, adquirindo melhor movimento dos membros e dedos polegares; garantindo assim maior eficiência no uso das mãos e na postura ereta.
Registros fosseis indicam que um dos primeiros hominídeos teriam sido o Australopitecos, surgido na Africa, mais ou menos a 4 milhões de anos atrás. Diferente de outros primatas, possui cérebro desenvolvido, dentição semelhante a nossa, andavam sobre os dois pés e tinham postura totalmente ereta. Utilizava instrumentos rudimentares.
Há cerca de 1,8 milhões de anos teria surgido o Homo erectus, com vestígios encontrados em diversas partes do nosso Planeta. Este teria sido o ponto de evolução para o homem atual, passando pelo homem de Neanderthal e Cro-magnon.
Nesse processo, o homem foi tornando-se cada vez mais hábil, aperfeiçoando suas habilidades motoras na fabricação de instrumentos de trabalho. Essas habilidades acompanham um aumento do volume cerebral, melhorando o raciocínio e produzindo avanços nas suas atividades cotidianas.
Mudanças climáticas foram fundamentais para o movimento migratório, forçando a ocupação de diversas regiões do globo: Africa para Europa, da Asia para a América e à Austrália.
Avanços tecnológicos, como o arco e a flecha, arremessador de lanças e utilização do fogo contribuíram para a organização social cada vez mais complexa, formando as primeiras aldeias durante o período conhecido como Paleolítico.


Períodos da Pré-História

As transformações ambientais foram fundamentais para o processo de sedentarização de diversos grupos, estimulando aos poucos, a partir da abundancia de alimentos como aveia, trigo e cevada, o processo de desenvolvimento agrícola.
Durante o Paleolítico a mulher tinha um papel importante nas atividades agrícolas. Com o desenvolvimento do arado, da propriedade privada e criação dos rebanhos, o homem começou a dominar essas técnicas. O avanço destas, também permitiu colheitas abundantes, favorecendo o aumento populacional.
No período Neolítico as relações familiares foram se tornando cada vez mais complexas. A relação do homem com o ambiente também se intensifica, fazendo com que comunidades mais desenvolvidas tenham controle sobre as outras.
A sedentarização humana multiplica as aldeias, garantindo maior segurança contra ameaças externas. O aumento desses grupos contribuíram para a organização do Estado, já no final do período.
O Neolítico; também conhecido como Idade dos Metais, recebeu esse nome devido à descoberta e desenvolvimento de técnicas de fundição. Com a evolução da metalurgia os instrumentos de pedra foram substituídos lentamente pelo cobre, bronze e mais tarde, ferro.

Roteiro de Trabalho

Após a leitura do texto acima, responda no seu caderno:
  1. Quais habilidades diferenciava os primeiros primatas do restante dos animais?
  2. Quais os períodos da pré-história?
  3. Monte um quadro comparando os dois períodos da pré-história.
  4. Quando surge o fogo? Por que essa foi uma grande descoberta?
  5. Pesquise a respeito das pinturas rupestres.
  6. O que levou nossos primeiros hominídeos ao processo de sedentarização?
  7. Por que esse processo de fixação do homem foi importante?
  8. Qual a importância da mulher na pré historia? Houve alteração dessa característica? 


A caixa de comentários está aberta para dúvidas. Quem ler o material, dá um oi e se identifica pra que eu possa acompanhar a interação de vocês com o material disponibilizado.

TOTALIDADE 9 - 3ºS ANOS - ATIVIDADE 2 - Revolução Francesa





O que é Revolução Francesa?


A Revolução Francesa foi um dos principais eventos da história mundial, dando os parâmetros para a organização de diversos países após o século XIX.

Ocorrida na França entre 1789 e 1799, levou ao fim do👉Absolutismo no país, e teve grandes consequências para o mundo ocidental. A importância da Revolução Francesa é tamanha que os historiadores a utilizam para marcar o fim da Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea.

Com importantes transformações políticas, sociais e econômicas, a Revolução Francesa representou também a conquista do poder por parte da classe burguesa que estava se desenvolvendo no continente europeu desde finais da Idade Média.

A 👉queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789 representou o enfraquecimento do poder político dos reis franceses, tornando-se um dos principais símbolos do processo revolucionário.

Foi com a Revolução Francesa que a forma 
👉republicana de governo se difundiu pelo mundo, com a divisão política entre os poderes executivo, legislativo e judiciário. 
Segundo o historiador Eric. J. Hobsbawn, foi a França que fez suas revoluções e a elas deu suas ideias, a ponto de bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes, e as políticas europeias (ou mesmo mundiais), entre 1789 e 1917, foram em grande parte lutas a favor ou contra os 👉princípios de 1789, ou ainda os mais incendiários princípios de 1793. A França forneceu o vocabulário e os temas da política liberal e radical-democrática para a maior parte do mundo. A França deu o primeiro grande exemplo, o conceito e o vocabulário do nacionalismo. Ela forneceu os códigos legais, o modelo de organização técnica e científica e o sistema métrico de medidas para a maioria dos países. A ideologia do mundo moderno atingiu, pela influência francesa, as antigas civilizações que até então resistiam às ideias europeias. Essa foi a obra da Revolução Francesa. [1]
Nota [1] HOBSBAWN, E. J. A Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p. 9-10.

Atividade 2: Leia o material acima e assista os vídeos para conhecer a história da Revolução Francesa.
A seguir, observou os links antecipados pelo 👉? Escolha um dos itens, leia o material acessado e demonstre seu conhecimento através de um comentário na caixa abaixo. 










quinta-feira, 26 de março de 2020

ATUALIZAÇÃO - Totalidade 7 - Como estão os estudos 1ºs Anos?

Já leu o material "O Surgimento da vida na Terra"? Acessa o link acima e responde as perguntas. O link também está disponível no final da postagem do dia 23/03. 

segunda-feira, 23 de março de 2020

TOTALIDADE 9 - 3ºS ANOS - ATIVIDADE 1 - O QUE É REVOLUÇÃO?



Por que os povos se revoltam? Quais são as raízes da revolução?
As revoluções bem-sucedidas são momentos dramáticos e poderosos do nosso passado. Rupturas súbitas e completas de um sistema político abriram caminho para a sublevação social e para a transformação da ordem socioeconômica a partir de baixo.
Uma revolução deve abolir o velho regime na política, na sociedade e na economia. Revoluções produzem eco além do seu espaço geográfico, ultrapassam as barreiras físicas.
Estas insurreições populares contam com uma fé na mudança, instigando seus adeptos a uma disposição e auto-sacrifício. Mas, se o impulso revolucionário busca um avanço, uma melhora social, quem participa delas deve ter em mente que não há como prever o potencial do movimento humano. Segundo Engels, apoiador das ideias de Karl Marx, "As pessoas que se gabam de ter feito uma revolução sempre percebem no dia seguinte que não sabiam o que estavam fazendo, que a revolução que fizeram era inteiramente diferente daquela que pretenderam fazer". Resultados nem sempre correspondem às expectativas.
Ao longo da história, vários movimentos revolucionários ocorreram mas não demonstraram um movimento com ações de longo prazo. Foi a partir das revoluções na França (1789) e na América que essas ações renovaram a ordem natural das coisas.



Lenin afirma: " Para que ocorra uma revolução, não é suficiente para as massas exploradas e oprimidas perceberem a impossibilidade de viver da velha maneira. É somente quando as 'classes baixas' não querem viver na velha maneira e as 'classes altas' não conseguem continuar a velha maneira que a revolução pode triunfar".


ALMOND, Mark. O livro de ouro das revoluções. Rio de Janeiro, Ediouro, 2004; p. 8-17

Olá alunos da Totalidade 9!
Espero que todos estejam bem e fazendo a quarentena da melhor forma possível!
Acima um texto para a leitura e abaixo, o trailer do filme Revolução, 1985; que sugiro a todos assistirem aproveitando o momento de indicação de isolamento! O filme nos dá uma boa representação de como ocorre um processo revolucionário. 


Atividade: Leia o texto acima e nos comentários, identificando-se com nome e turma, escreva um pequeno relato da tua compreensão, destacando 3 pontos que considerou interessante. Estarei acompanhando as interações entre vocês. 
Quem assistir ao filme, tá valendo realizar apontamentos sobre sua visão do mesmo.


TOTALIDADE 7 - 1ºS ANOS - ATIVIDADE 1 - Surgimento da Vida na Terra



A origem da vida no planeta Terra é um assunto que intriga toda a humanidade. Várias já foram as hipóteses criadas, porém até os dias atuais nenhuma foi completamente comprovada. Neste texto abordaremos algumas das principais ideias de gênese da vida.

Criacionismo: De acordo com essa teoria, todos os seres vivos surgiram na Terra por meio de uma criação divina. Deus criou todos os seres vivos, incluindo os seres humanos, como está relatado na Bíblia. Essa ideia é uma das mais antigas e até hoje é aceita por muitos fiéis em torno de todo o planeta. 

Panspermia: É uma hipótese que afirma que a vida no planeta pode ter sido iniciada com base em partículas da vida que chegaram à Terra através do espaço. De acordo com o filósofo grego Anaxágoras, existiam sementes da vida em todo o Universo. Desse modo, a vida pode não ter sido originada aqui, e sim ter chegado ao planeta depois.


Teoria de Oparin e Haldane: De forma independente, os cientistas Oparin e Haldane levantaram uma hipótese que é hoje considerada a mais aceita de origem da vida. Eles propuseram que a atmosfera primitiva da Terra apresentava compostos que sofreram a ação de raios e da radiação ultravioleta, dando origem a moléculas simples. Essas moléculas orgânicas ficavam nos oceanos primitivos, formando uma espécie de “sopa primitiva”.

A atmosfera primitiva terrestre era composta basicamente por amônia, hidrogênio, metano e vapor d'água. O vapor d'água da atmosfera condensava-se e dava origem a chuvas. A água, ao cair no solo, evaporava-se rapidamente, uma vez que a superfície terrestre ainda era quente, dando inicio, desse modo, a um ciclo de chuvas. Nesse cenário observava-se ainda descargas elétricas e a radiação ultravioleta do Sol, que fazia com que os elementos atmosféricos reagissem e formassem compostos, os aminoácidos.

A água das chuvas levou esses aminoácidos à superfície terrestre. Esses, ao encontrarem condições favoráveis, começaram a formar estruturas semelhantes a proteínas. Com a formação dos oceanos, essas “proteínas primitivas” foram arrastadas para esses locais e formaram os coacervados, os quais podem ser definidos como agregados de proteínas rodeados por água. Após algum tempo, esses coacervados tornaram-se estáveis e mais complexos.

Essa ideia foi posteriormente testada pelos pesquisadores Miller e Urey, em 1953. Eles criaram um experimento em que foi possível simular as condições da Terra primitiva. O resultado foi impressionante, tendo sido eles capazes de produzir aminoácidos e outros compostos orgânicos. Desse modo, ambos concluíram que moléculas orgânicas podiam ser geradas de maneira espontânea em condições equivalentes às da Terra primitiva.


Representação do experimento realizado por Miller.



Entretanto, posteriormente, descobriu-se que a atmosfera primitiva provavelmente não era um ambiente como o sugerido por Oparin e Haldane. Ainda assim, mesmo considerando as novas descobertas para as características da atmosfera da Terra primitiva, foi possível produzir moléculas orgânicas.

Vale salientar também que a atmosfera primitiva poderia ser redutora em pequenas porções, como aquelas perto de aberturas de vulcões. Experimentos realizados nessas condições também geraram aminoácidos.


Darwinismo: É o conjunto dos estudos e teorias relativas à evolução das espécies, desenvolvidos pelo naturalista inglês Charles Darwin (1808-1882). A teoria da evolução defende que todas as espécies descendem de ancestrais comuns que ao longo do tempo geológico foram sofrendo alterações.

Essas modificações são imperceptíveis de uma geração para outra, porém, ao longo do tempo, quando somadas e acumuladas, tornam-se perceptíveis e justificam as diferenças entre as novas espécies assim originadas.

Os trabalhos de Charles Darwin, estabeleceram os principais mecanismos através dos quais qualquer espécie animal, inclusive o homem, teriam evoluido a partir de formas mais simples ou como resultado da necessidade de melhor adaptação ao seu ambiente.

Os tentilhões de Darwin. Essas aves possuem bicos diferentes adaptados a diferentes tipos de grãos.


A teoria da evolução proposta por Darwin tem como ideia básica a seleção natural, observada na natureza. As pequenas variações casuais que aparecem nos organismos fazem com que suas probabilidades de sobrevivência e reprodução sejam distintas.

Ou seja, uma determinada característica, quando presente num organismo, pode fazer com que ele se adapte mais facilmente no ambiente e seja mais bem sucedido do que outro, da mesma espécie, que não possua aquela característica. Dessa forma, o ambiente atua como selecionador das características mais favoráveis, em detrimento de outras.

Os organismos que possuem as características mais “favoráveis” têm mais possibilidades de sobrevivência que os outros e maior oportunidade de reprodução. Assim, as características “favoráveis” serão transmitidas aos seus descendentes.

Dessa forma, de geração em geração, a população torna-se mais adaptada ao meio ambiente. Essa seleção natural leva normalmente centenas ou até milhões de anos para produzir efeitos aparentes na população.

Em 1859 Darwin publicou o livro “Origens das espécies”, que esgotou em um único dia, os 1250 exemplares. O volume é todo ele um longo argumento a favor de sua teoria da evolução, o que desencadeou muita controvérsia.

O que fica claro em seus escritos é que todos os seres vivos, inclusive o homem, modificam-se ao longo do tempo. Para os leigos da época, o cientista teria formulado a teoria segundo a qual o homem descende do macaco, mas isso nunca foi afirmado por ele. 

A dedução de sua teoria é que o homem, assim como o macaco, evoluiu a partir de um ancestral comum originando espécies mais simples e continuou evoluindo. A coragem de enfrentar muitos dogmas religiosos e as ideias fixas de toda uma época trouxeram a Darwin muitos problemas com a Igreja. Além disso, sua imagem foi constantemente ridicularizada.
Alunos do 1 Ano! 
Espero que todos estejam bem e fazendo a quarentena; dentro do possível.
Acima temos um texto para a leitura, sobre a Origem da vida na Terra, com um vídeo explicativo. No final, uma sugestão de filme para assistirem; aproveitando o momento propício para ficar em casa!
Após a leitura do material sugiro que todos façam comentários/ questionamentos na parte dos comentários. Lembrando a necessidade da identificação de vcs (nome e turma). Estarei acompanhando e avaliando a interação. Estarei à disposição! 
Sugestão de Filme pela aluna Fernanda, T. 113. Vale a pena conferir.



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